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Aura Finance: Uma Carteira Cripto Redesenhada para Retenção

Um case autoral que resolve gargalos de engajamento em uma carteira cripto — redesenhada com foco em interatividade, velocidade e motion.

  • FunçãoUI/UX & Motion Designer
  • FerramentasFigma · After Effects
  • PeríodoMai — Jul 2026 · 3 meses
  • ContextoCase autoral que resolve gargalos de UX e de retenção em uma carteira cripto.
Funil intitulado "Where the drop-off happened", afunilando em quatro etapas: abre a carteira e confere o saldo 100%, explora dados de mercado e gráficos 64%, tenta um swap ou uma compra 31%, conclui a transação 9%.

O problema

Os usuários abriam a carteira, conferiam o saldo e saíam. O atrito para comprar, fazer swap de tokens e ler gráficos em tempo real impedia as pessoas de transacionar — e travava a receita do produto.

A solução

Cinco telas redesenhadas do Aura Finance lado a lado: a carteira inicial com o card de saldo em verde numa alta, a mesma tela em vermelho numa queda, um gráfico de preço do Bitcoin com filtros de período e ações de compra e venda, uma tela de Insights com a curva do portfólio e a alocação de ativos, e a tela de Swap convertendo 1,5 ETH em 3.525 USDT.

A tela inicial foi reconstruída em torno de um único sinal: o saldo fica verde ou vermelho conforme o desempenho, puxando o usuário de volta para os dados em vez de afastá-lo deles. Tabelas de insights e gráficos ao vivo ganham o centro da tela, e o menu foi pensado para estimular swaps e destacar os tokens mais ativos do mercado.

Onboarding sem atrito

A criação de conta não bloqueia mais a experiência. O usuário entra direto no app e começa a explorar na hora — no ritmo que se espera do trading de cripto.

As sete telas do onboarding: uma splash screen, "Secure payments", "Track prices of all cryptocurrencies", "Your gateway to Web3" com um botão Get started, "Stay ahead of the market" oferecendo alertas de preço, "Secure your wallet" com uma digital e um prompt de Touch ID e, por fim, a tela inicial da carteira.

Motion como interação

Microinterações animam toda a interface, reforçando cada toque e cada mudança de estado para manter o app responsivo e vivo.

Embasado em pesquisa

As decisões de design foram guiadas por pesquisa de comportamento dos usuários e comparadas com líderes da categoria, como Phantom e MetaMask.

Hero Video

Um filme de produto no espírito dos vídeos de lançamento da Apple e do Google — moderno, digital e dinâmico, feito para carregar a mesma energia intuitiva do próprio app.

Onde está hoje

O hero video ainda está em produção, então o resultado real aqui não é um filme pronto — é o que desenhar a UI de uma carteira cripto me ensinou de fato sobre a categoria.

A interface partiu da minha própria experiência usando carteiras cripto, comparada com a forma como Phantom e MetaMask resolvem os mesmos problemas de fluxo. O objetivo era uma interface direta e intuitiva sem perder a identidade "web3" — próxima o bastante da categoria para parecer nativa, mas não tão estilizada a ponto de atrapalhar a UX.

O motion virou parte central dessa decisão. Depois de estudar como a InfinitePay usa microinterações premium, percebi o quanto de valor percebido isso agrega de forma orgânica — não como decoração, mas como um sinal de qualidade embutido na própria experiência.

Cada elemento na tela foi construído com um motivo: como o usuário reagiria a ele e como as carteiras consolidadas já resolvem aquilo. Esse raciocínio foi testado, não presumido — sessões de usabilidade com pessoas próximas moldaram várias iterações de wireframe antes de a UI final ser fechada.

A grande lição: a estética de um app precisa conquistar seu lugar sem atrapalhar o usuário. Isso não é só um problema de design — é um problema de negócio, e foi neste projeto que comecei a tratá-lo assim.

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